Dr. Rúbio Arruda — Copacabana/RJ

Tratamento da dor e da mobilidade
com medicina regenerativa.

Procedimentos minimamente invasivos, guiados por imagem, para quem convive com dor articular, tendinite ou limitação de movimento — com destaque para o PRP, regulamentado pelo CFM desde julho de 2026. Avaliação individualizada em Copacabana, Rio de Janeiro.

✓ Guiado por imagem
✓ Aspirado de medula óssea
✓ Proloterapia
Dr. Rúbio Arruda com o tubo de PRP ao lado da centrífuga, no consultório em Copacabana
Vasco da Gama
CR Vasco da GamaMédico da categoria
de base do futebol
SBCJ
SBCJMembro da Sociedade Brasileira
de Cirurgia do Joelho
SBOT
SBOTMembro da Sociedade Brasileira
de Ortopedia e Traumatologia
ABMR
ABMRMembro da Academia Brasileira
de Medicina Regenerativa
CBJ
Seleção de JudôMédico da seleção
brasileira de judô
PRP
Regulamentado pelo CFM — Res. 2.464/2026
Autólogo
Recursos do próprio paciente
Individual
Indicação sempre caso a caso
Ambulatorial
Sem internação na maioria dos casos
Por que procurar

Quando o remédio já não resolve
e a cirurgia ainda não é o caminho.

Dor no joelho ao subir escada. Ombro que trava ao levantar o braço. Articulação que não deixa dormir direito. Quando o anti-inflamatório só resolve por alguns dias e a cirurgia ainda não é a etapa indicada, existe um espaço de tratamento que muita gente não conhece — a medicina regenerativa aplicada à ortopedia.

Medicina Regenerativa em Ortopedia

O que é Ortobiológico

A medicina regenerativa — também chamada de ortobiologia quando aplicada ao aparelho locomotor — reúne tratamentos que usam substâncias biológicas, muitas delas do próprio paciente, para estimular os mecanismos naturais de reparo do corpo.

Em vez de apenas bloquear a inflamação, a proposta é atuar no ambiente biológico da articulação, do tendão ou do ligamento lesionado — enxergando a pessoa como um todo: corpo, hábitos e estilo de vida, não só o sintoma isolado.

O que a ortobiologia trata

Ela ocupa um espaço específico: o paciente que já passou do tratamento conservador simples (remédio, fisioterapia isolada) mas que ainda não tem indicação — ou não quer, ou não pode — de cirurgia.

Osteoartrite de joelho, quadril, ombro, tornozelo e mãos Tendinopatias crônicas (ombro, cotovelo, patelar, aquiles) Fascite plantar Lesões musculares e ligamentares Dor lombar facetária, discogênica ou sacroilíaca Lesões condrais focais Retardo de consolidação óssea e pseudoartrose Osteonecrose em estágio inicial
Os quatro pilares

Cada tratamento, guiado por imagem

Conheça em detalhes cada procedimento oferecido.

PRP

Plasma Rico em Plaquetas — regulamentado pelo CFM desde julho de 2026.

Saber mais →

Viscossuplementação

Reposição de ácido hialurônico dentro da articulação.

Saber mais →

BMA Matrix

Aspirado de medula óssea associado a matriz de suporte.

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Proloterapia

Estímulo controlado de reparo em ligamentos e tendões.

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Regeneração e alívio da dor são coisas diferentes. Os procedimentos regenerativos atuam no ambiente biológico do tecido e seus efeitos se constroem ao longo de semanas. Já os bloqueios da dor atuam diretamente na condução do estímulo doloroso e podem trazer alívio em prazo curto. Na prática, muitas vezes as duas frentes se somam: o controle da dor permite que o paciente volte a se movimentar e a fazer reabilitação, e é esse movimento que potencializa o processo de reparo.
Vídeos

Conteúdo em vídeo sobre ortobiologia

Explicações do Dr. Rúbio direto ao ponto.

Pilar 1

PRP — Plasma Rico em Plaquetas

Concentrado das suas próprias plaquetas, aplicado no local da lesão para estimular o reparo

O PRP é um dos grandes destaques da medicina regenerativa atual, com procura crescente desde que a Resolução CFM nº 2.464/2026 o tornou procedimento regulamentado. Isso não muda a forma como cada caso é avaliado — a indicação continua sendo sempre individual.

O que é

O PRP é obtido a partir de uma coleta de sangue do próprio paciente, semelhante a um exame de rotina. Esse sangue passa por centrifugação, que separa seus componentes e concentra as plaquetas em um pequeno volume de plasma.

Por que plaquetas

Além do papel na coagulação, as plaquetas armazenam em seus grânulos alfa uma série de fatores de crescimento — proteínas que sinalizam ao organismo o início do reparo. É o chamado efeito parácrino: o sinal liberado age nas células vizinhas, "ensinando" o tecido a cicatrizar e promovendo a cicatrização tecidual:

FatorSiglaPapel principal
Fator de crescimento derivado de plaquetasPDGFProliferação celular e quimiotaxia
Fator de crescimento transformador betaTGF-βSíntese de matriz extracelular e colágeno
Fator de crescimento endotelial vascularVEGFAngiogênese (formação de novos vasos)
Fator de crescimento semelhante à insulinaIGF-1Proliferação e diferenciação celular
Fator de crescimento epidérmicoEGFReparo tecidual
Fator de crescimento de fibroblastosFGFRegeneração e cicatrização

Ao concentrar as plaquetas e aplicá-las diretamente no tecido lesionado, o objetivo é aumentar localmente a disponibilidade desses sinais biológicos em uma região que normalmente tem baixa vascularização — como cartilagem, tendões e meniscos.

Tipos de PRP

Nem todo PRP é igual. As duas grandes famílias:

LP-PRP (leucócito-pobre / puro) — preferido em aplicações intra-articulares, como na artrose, por gerar menor resposta inflamatória
LR-PRP (leucócito-rico) — discutido para uso em tendinopatias, onde certo grau de estímulo inflamatório pode ser desejável

Indicações mais frequentes

Osteoartrite de joelho leve a moderada Epicondilite lateral e medial (cotovelo de tenista) Tendinopatia patelar e do manguito rotador Fascite plantar Tendinopatia do Aquiles Lesões musculares Complemento a procedimentos cirúrgicos ortopédicos

Como é feito

  1. Coleta de sangue venosoVolume variável conforme o protocolo
  2. CentrifugaçãoEm sistema fechado e estéril
  3. SeparaçãoDa fração de plasma rico em plaquetas
  4. AssepsiaDa região a ser tratada
  5. Aplicação guiada por ultrassonografiaGarantindo que o material chegue ao alvo
  6. Duração totalAproximadamente 40 a 60 minutos

O que esperar depois

É comum haver aumento temporário do desconforto local nas primeiras 48 a 72 horas — isso faz parte da resposta biológica esperada. Gelo e analgesia simples costumam ser suficientes. Anti-inflamatórios não hormonais geralmente são evitados no período, pois podem interferir na cascata inflamatória que se busca estimular. A resposta ao tratamento tende a se construir ao longo de semanas, não de dias. O retorno às atividades e a progressão de carga são orientados individualmente.

O que a literatura mostra: o PRP é um dos tratamentos ortobiológicos mais estudados, com um volume expressivo de ensaios clínicos e metanálises, especialmente na osteoartrite de joelho e nas tendinopatias. Ao mesmo tempo, os estudos apresentam grande variação nos protocolos de preparo, concentração e número de aplicações, o que dificulta comparações diretas e explica resultados divergentes entre pesquisas. Por isso, a indicação depende da avaliação individual — do estágio da doença, do tecido envolvido e do objetivo do tratamento.
Pilar 2

Viscossuplementação

Reposição de ácido hialurônico dentro da articulação para melhorar lubrificação e amortecimento

O que é

O líquido sinovial é o fluido que preenche o interior das articulações. Ele tem duas funções mecânicas: lubrificar durante movimentos lentos e amortecer impactos durante movimentos rápidos. Quem dá a ele essas propriedades é o ácido hialurônico.

Na artrose, esse líquido perde qualidade: o ácido hialurônico diminui em concentração e em peso molecular. O resultado é mais atrito, mais impacto sobre a cartilagem e mais dor. A viscossuplementação consiste na aplicação de ácido hialurônico diretamente dentro da articulação, com o objetivo de restaurar parte dessas propriedades.

Mecanismos propostos

Ação anti-inflamatória local, com redução de mediadores inflamatórios Estímulo à produção endógena de ácido hialurônico pelos sinoviócitos Efeito analgésico por modulação de receptores nociceptivos Possível efeito protetor sobre a cartilagem

Alto x baixo peso molecular

Baixo/médio peso molecular: maior penetração tecidual, geralmente em esquema de múltiplas aplicações. Alto peso molecular / reticulado: maior viscoelasticidade e maior tempo de permanência intra-articular, frequentemente em aplicação única. A escolha depende da articulação, do estágio da artrose e do perfil do paciente.

Indicações

Osteoartrite de joelho (indicação mais estabelecida) Osteoartrite de quadril, ombro, tornozelo Rizartrose (articulação da base do polegar) Articulação temporomandibular

Como é feito

Procedimento ambulatorial, com anestesia local, realizado sob guia de ultrassom — especialmente relevante em articulações profundas como o quadril, onde a aplicação às cegas tem alta taxa de imprecisão. Duração aproximada de 20 a 30 minutos. Esquema de aplicação única ou em série, conforme o produto e a indicação.

O que esperar

Retorno às atividades leves em geral no mesmo dia ou no dia seguinte. Evitar esforço intenso e impacto nas primeiras 48 horas. O efeito costuma se instalar de forma progressiva ao longo de algumas semanas. A duração do efeito é variável e a reaplicação pode ser considerada periodicamente.

A viscossuplementação é amplamente utilizada há décadas na osteoartrite de joelho e possui perfil de segurança bem documentado. Cabe registrar que as recomendações das sociedades médicas internacionais divergem quanto ao seu uso rotineiro — algumas a recomendam em pacientes selecionados, outras consideram a evidência insuficiente para indicação universal. Na prática clínica, a decisão leva em conta o estágio da artrose, a resposta a tratamentos anteriores e as condições individuais de cada paciente.
Ela também pode ser associada ao PRP no mesmo plano de tratamento — a combinação em que o ácido hialurônico funciona como arcabouço biológico e o PRP entra como sinal de reparo. Conhecer a associação →
Associação avançada

PRP + Ácido Hialurônico — o arcabouço regenerativo

A associação em que um dá a estrutura (scaffold) e o outro dá o sinal biológico de reparo

O que é

Em casos selecionados, o PRP e o ácido hialurônico são associados no mesmo plano de tratamento. Cada um cumpre um papel diferente: o ácido hialurônico atua como um arcabouço biológico — o que a literatura chama de scaffold — devolvendo viscosidade e lubrificação ao ambiente articular; o PRP entra com os fatores de crescimento, o sinal que estimula a resposta de reparo do tecido.

Por que associar

É a lógica do terreno e da semente: de pouco adianta o estímulo biológico se o ambiente da articulação segue hostil, com atrito alto e lubrificação ruim. A associação busca tratar as duas frentes ao mesmo tempo — o ambiente mecânico e o estímulo de reparo.

Ácido hialurônico → lubrificação, amortecimento e suporte estrutural PRP → fatores de crescimento e modulação da inflamação Aplicação guiada por ultrassom, no ponto exato

Como é feito

Procedimento ambulatorial, guiado por ultrassonografia, com o protocolo definido conforme a articulação, o estágio da condição e a resposta a tratamentos anteriores. A indicação é sempre individualizada — nem todo caso de artrose se beneficia da associação, e isso se define na avaliação.

O que a literatura mostra: a associação de PRP e ácido hialurônico vem sendo estudada há anos, incluindo ensaio clínico randomizado comparando cada um isolado e os dois combinados na osteoartrite leve a moderada de joelho, além de estudos sobre o efeito sinérgico dos dois materiais. Como em todo tratamento ortobiológico, os protocolos variam entre estudos — por isso a indicação depende da avaliação individual, do estágio da doença e do objetivo do tratamento.
Pilar 3

BMA Matrix — Aspirado de Medula Óssea

Concentrado celular da sua própria medula óssea, associado a uma matriz de suporte, para casos que exigem estímulo biológico mais potente

O que é

O BMA (Bone Marrow Aspirate) é o aspirado de medula óssea, obtido geralmente da crista ilíaca — o osso da bacia. A medula óssea é uma das fontes mais ricas do organismo em elementos ligados ao reparo tecidual. O termo "Matrix" se refere à associação desse aspirado a uma matriz de suporte (scaffold) — um arcabouço biológico que mantém as células no local da lesão, funcionando como estrutura para que o tecido se organize ali, em vez de o material se dispersar.

O que o aspirado contém

Células-tronco mesenquimais (CTM) Células progenitoras hematopoiéticas Fatores de crescimento em concentração elevada IL-1Ra (antagonista do receptor de interleucina-1) Plaquetas e proteínas de sinalização

Outras fontes de células mesenquimais

Além da medula óssea, o tecido adiposo (gordura) do próprio paciente também é uma fonte rica em células mesenquimais, e seu uso em ortopedia — sempre com manipulação mínima, sem cultivo nem aditivos — vem sendo descrito na literatura como opção em casos selecionados de articulações como joelho e quadril. É uma área em evolução ativa na pesquisa, e a escolha da fonte (medula ou tecido adiposo) depende do caso, da lesão e da avaliação individual.

Diferença para o PRP

PRPBMA / BMAC
OrigemSangue periféricoMedula óssea
ColetaPunção venosaPunção óssea (crista ilíaca)
Conteúdo celularPlaquetas e fatores de crescimentoPlaquetas + células progenitoras e mesenquimais
ComplexidadeBaixaMaior — exige ambiente e técnica específicos
Uso típicoEstágios iniciais a moderadosCasos mais avançados ou com defeito estrutural

Indicações consideradas

Osteoartrite em estágio mais avançado, quando outras opções não trouxeram resposta Lesões condrais focais Osteonecrose em estágio inicial, notadamente da cabeça femoral, associada à descompressão Retardo de consolidação e pseudoartrose Lesões tendíneas e ligamentares complexas

Como é feito

  1. Avaliação pré-procedimentoCom exames laboratoriais
  2. Anestesia localPodendo ser associada a sedação conforme o caso
  3. Punção e aspiraçãoDa medula óssea, em geral na crista ilíaca posterior
  4. ProcessamentoEm sistema fechado e estéril, para concentração dos elementos celulares
  5. PreparoDa associação com a matriz
  6. AplicaçãoNo sítio da lesão, com controle por imagem
  7. Duração totalAproximadamente 60 a 90 minutos

Recuperação

Desconforto no local da punção óssea por alguns dias é esperado. Protocolo de carga e reabilitação definido conforme a lesão tratada. Acompanhamento com reavaliação clínica e, quando indicado, por imagem.

Trata-se de um procedimento de maior complexidade, indicado em situações selecionadas e após avaliação criteriosa. As terapias celulares em ortopedia são uma área em evolução, com pesquisa ativa e resultados promissores em indicações específicas. A indicação é sempre individual e discutida em detalhe com o paciente, incluindo alternativas disponíveis.
Pilar 4

Proloterapia

Injeções de solução de dextrose que provocam um estímulo controlado de reparo em ligamentos, tendões e articulações

O que é

Proloterapia — de proliferative therapy — é uma técnica que utiliza a injeção de uma solução hipertônica, tipicamente de dextrose (glicose), em ligamentos, tendões, enteses (a inserção do tendão no osso) ou dentro da articulação.

Como funciona

Em concentrações acima de determinado limiar, a dextrose hipertônica provoca uma irritação local controlada, que desencadeia uma resposta inflamatória de reparo — justamente aquela que estava ausente ou estagnada em uma lesão crônica.

O racional é que muitas dores crônicas de tendão e ligamento não são "inflamações ativas", mas sim processos degenerativos que travaram: o tecido se desorganizou e o corpo parou de tentar consertá-lo. A proloterapia busca reiniciar esse processo. Estudos também descrevem um possível efeito sobre fibras nervosas nociceptivas locais, contribuindo para a redução da dor por mecanismo independente do reparo tecidual.

Indicações mais comuns

Osteoartrite de joelho Epicondilite lateral e medial Dor sacroilíaca e lombalgia de origem ligamentar Instabilidades ligamentares leves Tendinopatias crônicas Fascite plantar Dor no ombro e no quadril de origem tendínea

Como é feito

Procedimento ambulatorial, em consultório. Aplicação frequentemente guiada por ultrassom, permitindo alcançar precisamente a entese ou o ligamento alvo. Duração aproximada de 20 a 40 minutos. Habitualmente realizada em série de aplicações, com intervalo de algumas semanas entre elas.

O que esperar

Desconforto local nas primeiras 24 a 72 horas é parte da resposta esperada. Recomenda-se evitar anti-inflamatórios não hormonais no período, pelo mesmo motivo do PRP. A resposta costuma se construir ao longo da série de aplicações. Custo geralmente inferior ao das terapias ortobiológicas, o que a torna uma porta de entrada interessante.

A proloterapia com dextrose conta com ensaios clínicos randomizados em indicações como osteoartrite de joelho e epicondilite lateral, com resultados favoráveis em parte dos estudos. É uma técnica de baixo custo e bom perfil de segurança, indicada após avaliação clínica individual.
Controle da dor

Bloqueios e procedimentos para controle da dor

Procedimentos guiados por imagem que atuam diretamente sobre as estruturas responsáveis pela transmissão da dor.

O que é um bloqueio

Um bloqueio consiste na aplicação de medicação — em geral anestésico local, isoladamente ou associado a corticosteroide — em um ponto anatômico específico: um nervo, uma articulação, uma raiz nervosa ou uma bainha tendínea.

Diferente dos tratamentos regenerativos, que atuam no processo de reparo ao longo de semanas, o bloqueio atua na condução do estímulo doloroso. Por isso seu efeito costuma se manifestar em prazo mais curto.

Duas funções, não uma

1
Função diagnóstica

Nem sempre o exame de imagem aponta a origem real da dor. Uma ressonância pode mostrar três alterações e apenas uma delas ser responsável pelo sintoma. Ao bloquear seletivamente uma estrutura e observar a resposta do paciente, é possível confirmar qual estrutura está gerando a dor — informação que orienta todo o tratamento subsequente.

2
Função terapêutica

O controle da dor abre uma janela de oportunidade: com menos dor, o paciente consegue se movimentar, participar da reabilitação, fortalecer a musculatura e recuperar amplitude de movimento. É esse ganho funcional que sustenta o resultado a longo prazo.

Por isso, no plano de tratamento, o bloqueio raramente é um fim em si. Ele frequentemente cria as condições para que as demais etapas — reabilitação e, quando indicado, terapia regenerativa — funcionem melhor.

Procedimentos realizados

Bloqueio de nervos geniculares — joelho Bloqueio facetário — coluna lombar e cervical Bloqueio da articulação sacroilíaca Bloqueio radicular seletivo / peridural Bloqueio do nervo supraescapular — ombro Hidrodissecção de nervos periféricos Infiltrações articulares e peritendíneas guiadas Agulhamento de pontos-gatilho miofasciais

O papel do guia por imagem

A aplicação guiada por ultrassonografia ou fluoroscopia permite visualizar em tempo real a agulha, a estrutura-alvo e a distribuição da medicação. Isso significa maior precisão na chegada ao alvo, possibilidade de uso de volumes menores e maior margem de segurança em relação a vasos e nervos vizinhos. Estudos comparando aplicações guiadas por imagem com aplicações às cegas demonstram diferenças relevantes de acurácia, especialmente em articulações profundas como o quadril e em estruturas de pequeno calibre.

O que esperar

Procedimento ambulatorial, com alta no mesmo dia. Sensação de dormência ou peso na região tratada nas primeiras horas, decorrente do anestésico. A duração do efeito é variável e depende da medicação utilizada, da estrutura tratada e da causa da dor. Orientações de retorno às atividades são individualizadas. Reavaliação para definir os próximos passos do plano de tratamento.

Antes do procedimento

Preparar o terreno: o corpo responde melhor quando está pronto

Um conceito consolidado na literatura de ortobiologia: a resposta ao tratamento regenerativo depende também do estado metabólico do paciente.

Sono, nutrição, controle glicêmico, vitamina D, massa muscular: tudo isso influencia a qualidade da resposta biológica ao PRP e aos demais ortobiológicos. Por isso, quando cabe, a preparação para o procedimento inclui ajustar esses fatores antes da aplicação — é o que a literatura internacional chama de "preparing the soil", preparar o solo antes de plantar.

Isso vale de forma especial para a saúde da mulher: na transição do climatério e da menopausa, a queda hormonal repercute diretamente em osso, músculo e cartilagem — e considerar esse contexto faz parte de tratar a pessoa, não só a articulação.

Perguntas frequentes

Antes de agendar

O PRP dói?

A coleta é semelhante à de um exame de sangue. Na aplicação, utiliza-se anestesia local. É comum haver desconforto na região tratada nos dias seguintes, o que faz parte da resposta esperada ao procedimento.

Preciso de internação?

Na maioria dos casos, não. São procedimentos ambulatoriais, com alta no mesmo dia. O BMA Matrix, por sua complexidade, pode requerer estrutura específica, definida caso a caso.

Em quanto tempo sinto resultado?

Varia conforme o procedimento e a condição tratada. Bloqueios atuam sobre a condução da dor e têm efeito em prazo mais curto. Tratamentos regenerativos atuam sobre o processo de reparo e sua resposta se constrói ao longo de semanas.

Quantas sessões são necessárias?

Depende do tratamento e da indicação. A proloterapia costuma ser realizada em série; o PRP pode ser aplicado em sessão única ou em série; a viscossuplementação varia conforme o produto utilizado. A definição ocorre na consulta.

Plano de saúde cobre?

A cobertura varia conforme o procedimento, o plano e o rol vigente. A equipe orienta sobre a documentação necessária para solicitação junto à operadora.

Posso fazer se tenho diabetes, uso anticoagulante ou faço tratamento oncológico?

Essas situações exigem avaliação específica. Algumas condições contraindicam determinados procedimentos e outras exigem apenas ajustes no preparo. Traga sua lista de medicações e exames à consulta.

Isso substitui a cirurgia?

São abordagens com finalidades distintas. Em pacientes selecionados, o tratamento regenerativo e o controle da dor podem ser uma alternativa considerada antes da indicação cirúrgica. Em outros casos, a cirurgia continua sendo o tratamento mais adequado. Essa definição é individual — veja também os procedimentos cirúrgicos.

Preciso parar de tomar anti-inflamatório?

Em tratamentos que dependem da resposta inflamatória de reparo, como PRP e proloterapia, o uso de anti-inflamatórios não hormonais geralmente é suspenso por um período. As orientações são passadas individualmente.

O que devo levar na consulta?

Exames de imagem recentes (raio-X, ultrassom, ressonância), exames laboratoriais, relação de medicações em uso e o histórico de tratamentos já realizados.

Glossário

Termos que você vai ouvir na consulta

OrtobiológicoÁrea da ortopedia que utiliza substâncias biológicas para estimular reparo tecidual
Fator de crescimentoProteína que sinaliza às células o início do processo de reparo
Célula-tronco mesenquimalCélula com capacidade de se diferenciar em tecidos como cartilagem, osso e tendão
Líquido sinovialFluido que lubrifica e amortece o interior das articulações
TendinopatiaAlteração degenerativa crônica do tendão, distinta da tendinite aguda
EntesePonto de inserção do tendão ou ligamento no osso
Intra-articularDentro da articulação
Osso subcondralOsso situado logo abaixo da cartilagem, importante fonte de dor na artrose
Nervos genicularesNervos que conduzem a sensibilidade dolorosa do joelho
Guia por ultrassomUso da ultrassonografia em tempo real para orientar a agulha durante o procedimento
AutólogoProveniente do próprio paciente
Scaffold / MatrizEstrutura de suporte que mantém as células no local da lesão
Avaliações

O que os pacientes dizem

Onde nos encontrar

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EndereçoClínica MedVida — Av. Nossa Sra. de Copacabana, 1018, Sala 505, Copacabana, RJ
HorárioSegunda a Sexta — 08h às 12h e 14h às 18h
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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. A indicação de qualquer procedimento depende de avaliação individual. Resultados variam conforme o caso, o estágio da condição e a resposta de cada paciente.

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